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Na Europa, Carlinhos do Salgueiro mostra toda a sua versatilidade dirigindo shows e ministrando workshops, enquanto Guilherme e Gustavo Oliveira, mestres da Furiosa, cumprem agenda intensa nos Estados Unidos

O período pós-carnaval não é de férias para os profissionais que atuam no segmento. Muito requisitados no mercado internacional, os talentos dos Acadêmicos do Salgueiro aproveitam a época para cumprir compromissos fora do país, com projetos e workshops.

Enquanto Carlinhos do Salgueiro segue para temporada na Europa onde, além de dirigir um espetáculo na Dinamarca, também ensinará os segredos que o consagraram como um dos mais disputados professores de samba no Brasil, Guilherme e Gustavo Oliveira chegaram esta semana a Nova Iorque onde atuam como professores de projeto social em uma escola pública do Harlem, periferia da metrópole que respira arte e cultura.

Para Carlinhos, cuja turnê engloba, além da Dinamarca onde dirige e apresenta o show “Carlinhos in Rio”, Suécia, Suíça e França, a oportunidade de estar na Europa e propagar a arte do samba motivo de orgulho. “É impressionante como eles valorizam o profissional do samba aqui. A gente chega para os workshops e apresentações recebendo uma atenção sem igual e isto nos motiva muito”, diz o sambista que já visitou mais de 15 países, sempre levando o samba e o Salgueiro como protagonistas.

Já para os irmãos Guilherme e Gustavo, o trabalho que desenvolvem há oito anos junto à comunidade do Harlem é uma extensão das ações que são realizadas na quadra do Salgueiro. Crias da vermelha e branca, onde começaram ainda crianças com aulas de percussão nos Aprendizes, a dupla exerce a musicalidade também fora do Carnaval. Percussionistas de mão cheia, já integraram as equipes de cantores e grupos como Fundo de Quintal, Clareou, Dudu Nobre e Ludmila. As aulas na escola Frederic Douglas começam a render frutos e os alunos preparam-se para gravar um samba-enredo em português.

“Temos o compromisso de vir todos os anos para acompanhar o processo de aprendizagem deles e, este ano propusemos um desafio que eles aceitaram na hora, o de cantar um samba em português. A letra da obra é do Gustavo ( Oliveira), Felipe e Guilherme Sá. Os alunos estão participando de todo o processo que vai desde a percussão, passam pela produção e pela gravação. Estamos muito felizes e orgulhosos com tudo isso”, diz Guilherme.

 


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