Confira abaixo o áudio e as letras dos sambas

Salgueiro 2021: confira os sambas concorrentes da disputa para o próximo Carnaval

O GRES Acadêmicos do Salgueiro recebeu, na manhã deste domingo, os sambas que estarão na disputa que vai eleger o hino oficial do enredo Resistência, para o próximo Carnaval. Ao todo, 24 obras foram inscritas na competição. O formato da disputa será informado esta semana e, segundo Alexandre Couto, diretor de Carnaval da vermelha e branca, esta promete ser uma das mais difíceis dos últimos anos. “ Os compositores deram um verdadeiro show e absorveram exatamente tudo o que foi passado desde a divulgação da sinopse. Isto é bem interessante porque, apesar de não termos uma leitura, uma explanação presencial, tudo ficou tão claro que podemos dizer que todos os sambas são verdadeiras poesias. Essa é a melhor dor de cabeça que poderíamos ter em tempos tão difíceis”, comenta Couto.

Chancelado pelas mãos de Helena Theodoro, o enredo abordará os lugares de resistência do povo preto no Rio de Janeiro. A escola, que tem entre suas tradições, protagonizar as figuras e a cultura preta em seus enredos, vem seguindo com o planejamento do desfile, mesmo na incerteza sobre se haverá ou não o espetáculo em 2021. “ Precisamos continuar otimistas e pensar positivamente pela realização dos desfiles, pois não é só uma questão de entretenimento, é também geração de emprego e renda para milhares de artesãos profissionais que estão envolvidos, diretamente, na realização do evento. De certa forma, realizar a disputa, nos dá uma injeção de ânimo para enfrentar tudo isto”, diz Jomar Casemiro, diretor geral de Harmonia.

A escola disponibilizou o áudio e as letras de todas as parcerias inscritas em seu canal do YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCjqXflXPp64sZXy0M1iN9AQ)

 

AUTORES: GILMAR. L. SILVA, CELSINHO MODY, MICHEL DO ALTO, PEDRO AMBROSIO, ISA MARIA, ELIZABETH PINHEIRO E FERRETI

 

AS LÁGRIMAS NÃO PODEM SER DE DOR
JÁ FAZ TEMPO A BRANCA CARTA DECRETOU A LIBERDADE
QUE ARDE, MASSACRADA DE ILUSÃO
A FACE DA REJEIÇÃO
VOU LUTAR POR IGUALDADE QUE NÃO SAI DA TEORIA
A CALUNGA AINDA INVADE OS PORÕES DA HIPOCRISIA
A VIDA CLAMA POR DIREITOS SOCIAIS
A VOZ DO MORRO AINDA LEMBRA O VELLHO CAIS

 

(PODER) SEGUIR, EM PAZ E VER
RAIAR O SOL DA CONSCIÊNCIA
EM CADA FILHO A LUZ DA RESISTÊNCIA
ABOLIÇÃO É O PRETO NO PODER

 

MEU GRITO, A FORÇA AFRICANA QUE EMBALA A FÉ
REFLITO, EM FIOS DE CONTAS DO MEU CANDOMBLÉ
NO JONGO, NO JOGO, NA LUTA
MEU BRILHO, PRA QUE DISFARÇAR?
NÃO É SORTE, É BRAVURA
NÃO À MORTE DA CULTURA
MINHA HISTÓRIA SAIU DA GAVETA
A ARTE PRETA MAIS LINDA DE VER
MEU CHORO VIROU MELODIA
SE FEZ POESIA DE QUARITERÊ
NA INSPIRAÇÃO, A SABEDORIA
RAIZES DOS MEUS ANCESTRAIS
O MEU CELEIRO É NEGRITUDE, BAOBÁ DOS CARNAVAIS

 

MACHADO DE XANGÔ, KAÔ MEU GUIA, CANTA SALGUEIRO
PRO NEGRO QUE SONHOU, CHEGOU O DIA
NO QUILOMBO DA ACADEMIA